No GEN, falamos com frequência sobre aquilo que sustenta nossa identidade e nossa forma de trabalhar. Ao longo do tempo, consolidamos quatro Ps que ajudam a traduzir o nosso Jeito GEN de Ser: pessoas, processos, produtos e paixão.
Esses quatro pilares dizem muito sobre quem somos, nossa cultura e a forma como construímos valor. Este ano, a 27ª Convenção GEN trouxe um novo elemento para essa conversa: o P de performance.
Esse novo P nos convida rever tudo o que já fazemos e perguntar: isso está gerando o resultado certo?
Essa é uma pergunta importante porque, em empresas sólidas e comprometidas como o GEN, existe sempre um risco silencioso: o de confundir intensidade com impacto. Trabalhar muito, produzir muito e se dedicar muito são coisas valiosas, mas performance nos lembra que isso, por si, não basta. É preciso transformar esforço em resultado, movimento em direção e entrega em valor.
No texto publicado na Intranet sobre a Convenção (27ª Convenção GEN | Performance no presente, conectando o futuro!), nosso CEO, Mauro, faz uma distinção fundamental: produtividade e performance não são sinônimos.
Produtividade está relacionada à eficiência: quanto conseguimos fazer com os recursos, tempo e estrutura que temos. Já performance está ligada à eficácia: o que, de fato, gerou valor, resultado e impacto.
Essa diferença é clássica na literatura de gestão. Peter Drucker, um dos principais pensadores da administração moderna, resumiu isso de forma conhecida: eficiência é fazer certo as coisas; eficácia é fazer as coisas certas.
Essa frase ajuda a entender por que o P de Performance é tão relevante para o momento do GEN. Não se trata apenas de acelerar entregas ou aumentar volume, mas de concentrar nossa energia naquilo que mais contribui para o propósito da empresa: transformar conteúdo de excelência em impacto real, com inovação na forma de acessar, conectar e interagir com o conhecimento.
O conceito de performance ganha força quando sai do campo abstrato e entra no cotidiano. E ele pode ser observado em qualquer área da empresa.
Na prática, performance significa ir além da pergunta “quanto fizemos?” e incluir outras, como:
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Minha ação gerou valor?
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Ela melhorou o resultado?
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Ataquei o problema certo?
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Consegui contribuir para a estratégia?
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Melhorei a experiência do cliente, do autor, do parceiro ou do time interno?
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Minha ação aumentou nossa qualidade, previsibilidade ou capacidade de execução?
No contexto do GEN, isso pode ser traduzido de várias maneiras.
No NPE, por exemplo, não basta entregar os projetos para impressão e conversão do e-book no prazo. É preciso entender se estamos ganhando previsibilidade, reduzindo retrabalho, priorizando corretamente, usando melhor a tecnologia e conseguindo entregar com qualidade aquilo que mais importa para o negócio.
Nos núcleos de conteúdo, performance não é apenas publicar. É desenvolver e posicionar conteúdos com potencial real de impacto e aderência.
No comercial e no marketing, não se trata somente de ampliar o volume de ações, campanhas ou contatos, mas identificar o que realmente converte, fideliza e fortalece a presença do GEN.
Nas áreas de apoio, performance não é apenas atender demandas, mas criar condições para que a empresa funcione melhor, decida melhor e cresça melhor.
Na literatura de gestão, essa lógica também aparece com força em autores como Kaplan e Norton, criadores do BSC (Balanced Scorecard), que defendem que organizações de alto desempenho conseguem traduzir sua estratégia em objetivos concretos, indicadores e prioridades claras. Em outras palavras, performance não nasce apenas de muito trabalho; ela nasce de alinhamento.
Isso significa que uma cultura de performance exige escolhas. E toda escolha pressupõe uma renúncia:
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Nem tudo tem o mesmo peso.
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Nem toda atividade gera o mesmo retorno.
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Nem toda urgência merece a mesma atenção.
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Nem toda entrega movimenta a empresa na direção certa.
Por isso, performance tem relação direta com maturidade organizacional. Ela nos convida a separar o que é importante do que é apenas imediato, o estrutural do periférico, o esforço do resultado.
Vale reforçar um ponto importante: falar sobre performance não é defender uma cultura de pressão vazia, corrida sem sentido ou volume a qualquer custo.
No GEN, isso seria até contraditório visto tudo o que valorizamos. Nosso negócio depende de qualidade, credibilidade, conhecimento, relações duradouras e consistência de entrega. Performance, portanto, não pode ser entendida como pressa, mas como clareza sobre o que gera mais valor.
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Uma entrega rápida, mas com erro, não é alta performance.
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Um processo intenso, mas cheio de retrabalho, não é alta performance.
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Uma rotina lotada, mas sem prioridade, não é alta performance.
O P de Performance dentro do Jeito GEN de Ser
Talvez a melhor forma de resumir o novo P seja esta: performance é o momento em que pessoas, processos, produtos e paixão se conectam para gerar resultado de verdade.
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Sem pessoas, não há execução.
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Sem processos, não há consistência.
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Sem produtos, não há valor entregue.
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Sem paixão, não há energia transformadora.
No entanto, sem performance, tudo isso corre o risco de existir sem direção clara.
Ao trazer esse novo P para o centro da conversa, o GEN reforça uma visão mais completa de crescimento. Não basta fazer muito. Não basta fazer bem. É preciso fazer bem aquilo que mais move a empresa: o cliente e o nosso propósito.
Esse talvez seja o grande aprendizado do tema: performance é transformar capacidade em impacto. E essa é uma construção coletiva.